O tempo é impressionante, tanto dá para fazer sol como chuva, mas dentro de mim quase que não existe livre. Escapa-se entre as minhas mãos, entre os pensamentos, as preocupações pessoais e profissionais, escapa-se de qualquer forma, parece que estou condenado a viver contra o relógio. A Raquel ainda há pouco tempo falou que era bom poder parar o tempo, como no Click, ou no Cashback, era mesmo isso que precisava, um poder paranormal que me permitisse pausar o tempo.
Quase todos se devem queixar do mesmo, afinal, a maior desculpa para não ler é sempre a falta de tempo (esfarrapada ou não). No entanto faz-me muita confusão as pessoas que vão passar tempo nos shoppings, que vão pescar, ou que ficam simplesmente horas sem fazer NADA!
Acho que nos últimos anos aprendi a não perder tempo, provavelmente porque andei sempre numa correria daqui pr'ali. Talvez por isso me faça tanta espécie o facto das pessoas perderem tempo... e não é inveja, é mesmo achar um grande desperdício, tal como se deixar estragar comida.
Devo estar a ficar uma daquelas personagens do tipo workaholic, que só está bem a trabalhar. Eu só estou bem a fazer coisas, desde que úteis, ou que me façam bem... Talvez seja melhor começar a procurar alguns bons psicólogos para me prevenir...
A verdade é que o tempo é vida (e dinheiro como dizem) e como tal deve ser aproveitado da melhor forma. Fui sempre comedido nos gastos, detesto gastar recursos escusadamente, sejam quais forem, e o tempo é mais um deles, que ainda para mais não é um recurso renovável ou reciclável. Pelo menos ainda não me cruzei com nenhum tempão em nenhuma esquina.
A verdade é que o tempo é vida (e dinheiro como dizem) e como tal deve ser aproveitado da melhor forma. Fui sempre comedido nos gastos, detesto gastar recursos escusadamente, sejam quais forem, e o tempo é mais um deles, que ainda para mais não é um recurso renovável ou reciclável. Pelo menos ainda não me cruzei com nenhum tempão em nenhuma esquina.
Esta primeira semana de férias já teve momentos muito bons, muito maus e assim-assim, tudo brindado com a normal falta de tempo. De tal forma foi pouco, que andámos a dormir bastante menos do que o costume (e como eu lido mal com isso...), quase tudo por causa deste ser que nos apareceu nas nossas vidas:
Uma gata (baptizada de Snowmestri), que basicamente nos tem dado uma bela de iniciação da disciplina "como ser pais".
Tal como no Marley and Me, já passamos pelas plantas e agora estamos a passar pelo desafio de ter um animal de estimação, pelo menos provisoriamente (ou não). Espero que não acabe também com 3 filhos, seria demasiada dor de cabeça para um casal tão destempado! A grande diferença é que este é um gato (pois, já devem ter reparado) e que foi encontrado na rua, minúsculo (600 gramas com 3 semanas, nem estava mal), remeloso e que nos tem roubado umas valentes horas, quer diurnas quer nocturnas.
No filme também acontecem problemas amorosos (onde é que não?), e é também por essa fase que estamos a passar... (continua na casa de nozes)





