sábado, março 31, 2007

O Zahir


Acabei ontem de ler O Zahir de Paulo Coelho.
Foi uma leitura de meses, estive envolvido no projecto do site dos RE, tive exames e outros afazeres que me tiraram o tempo e a vontade (?) de o ler. A maior parte das vezes que tive tempo para o ler, deve ter sido mesmo em viagens de comboio.

Eu costumo ser daqueles que diz que há sempre tempo para ler, e que as pessoas que dizem o contrário têm um problema de disciplina e não falta de tempo.
Esta minha teoria caiu um pouco por terra com este livro. O tempo era tão pouco que tinha de ser totalmente aproveitado para afazeres. A família saiu muito sacrificada, as outras coisas menos urgentes que tinha a fazer, iam-se acumulando em grandes listas e até a prestação na escola saiu um pouco prejudicada. Os pequenos momentos que foram sobrando, em vez de serem dedicados à leitura, ou a outro lazer qualquer, foram dedicados ao namoro.

Este foi então o primeiro livro em que posso dizer que, não tive tempo para o ler, e por causa disso a ideia que detenho dele é um pouco esfarrapada, divide-se entre dias longínquos e dispersos e na sensação de término de ontem, que não foi do estilo surpreendente.
Ainda assim no final houve 2 frases fantásticas que de certa formem resumem a ideia do livro melhor do que eu o poderei fazer:
"Disse que o meu passado iria acompanhar-me sempre, mas que quanto mais eu me livrasse dos factos e me concentrasse apenas nas emoções, mais entenderia que no presente há sempre um espaço tão grande quanto a estepe para o preencher com mais amor e mais alegria de viver.

Finalmente, explicou-me que o sofrimento nasce quando esperamos que os outros nos amem da maneira que imaginamos e não da maneira com o amor se deve manifestar - livre, sem controlo, guiando-nos com a sua força, impedindo-nos de parar."
Um livro sobre a vida, o amor, os problemas e o cansaço nas relações, sobre o que é realmente importante perseguir, abrindo-nos os olhos para uma vida maior!

[Lido em] Final de 2006 até 30 Março de 2007

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